Outono de 2011 – Características Gerais

 

INÍCIO : DIA 20 DE MARÇO (DOMINGO) ÀS 20h 21min.’

TÉRMINO : DIA 21 DE JUNHO (SEGUNDA FEIRA) ÀS 17h 55min.’

DURAÇÃO: 92 dias, 17 horas e 55 minutos.

O U T O N O : Equinócio

Equinócio vem do latim ( aequinoctium ), e significa “noite igual”, e refere-se a data em que a duração do dia e da noite no planeta terra são iguais em termos de permanência e ausência da luz solar. Isso acontece quando o planeta terra passa em órbita de translação exatamente sobre a linha do equador isto é, para quem está na região da linha do equador, no horário exato das 12 horas, não verá a projeção da sombra própria que é denominado ¨ SOL A PINO ¨. A mesma condição, ocorre exatamente no dia do início da Primavera.

CONCLUSÃO:

Para quem está no hemisfério sul, as condições climáticas tendem ao resfriamento gradativo e as condições de chuvas começam a diminuir e o ar torna se cada vez mais seco, ao contrário de quem está no hemisfério norte, que começam a sair do inverno e entran nas condições climáticas de aquecimento gradativo.

Quanto às condições do tempo meteorológico, trata-se de estações transitórias, e são grandes as chances de ventos fortes e chuvas intensas a nível catastrófico até, com ocorrências de ciclones oceânico e formação de tornados pontuais.

fonte: Uranometria

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS AMBIENTAIS DO OUTONO NO BRASIL:

1-É conhecido como meia estação ( transição do quente e chuvoso ¨verão¨ para o frio e seco ¨inverno¨).

2-As horas de permanência da luz solar ( foto período ) passam a diminuir gradativamente com noites mais longas, até o inverno ¨solstício do inverno ¨.

3- No decorrerr da noite há a necessidade de um cobertor para dormir, e ao amanhecer e ao entardecer, há a necessidade de vestir uma blusa, compondo a segunda camada de proteção.

4-As chuvas não são tão frequentes, e a queda no índice da umidade relativa do ar são evidentes, e a cada aproximação de massas de ar frontal ¨frente fria¨, dão possibilidade de chuvas com ventos e trovoadas na sua aproximação que é denominado de ¨pré frontal¨ e na sequência prevalecem chuvas contínuas ¨chuvas frontais ¨ que abrangem grandes áreas (regiões) já na sequência denominado como ¨domínio frontal ¨ ocorrem quedas nas temperaturas tanto na mínima como na máxima, e nos últimos anos tiveram duração de no máximo tres dias sequentes, e na dissipação denominada como ¨ vanguarda ¨, as condições do tempo meteorológico, mudam com as temperaturas mínima e máxima se elevando, os ventos de superfície sopram pelo quadrante oposto, transformando se em ¨correntes atmosféricas¨ que é a elevação vertical de massas de ar, condicionando a aproximação de uma nova frente fria, essas condições ocorrem no mês de abril, maio e junho no estado de São Paulo.

5-Na região Sul do Brasil, ¨clima subtropical¨as entradas de massas de ar polar geradoras das frentes frias com maior frequência, causam ciclones na costa atlântica, e de tornados no interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e na região serrana Gaucha e Catarinense geadas.

6-Na região Sudeste e Centro este do Brasil, ¨clima parcial tropical e subtropical¨essas frontais influenciam na atmosfera com redução nas temperaturas mínimas e máximas e diminuição das chuvas, favorecendo o inícioda safra sucro-alcooleira, que é a cultura de maior potencial no Estado de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

7-No Nordeste brasileiro, ¨clima tropical e semi árido¨ocorrem chuvas rápidas durante à tarde na região costeira, com raios e rajadas de ventos, e quando essas chuvas atingiem algumas partes do agreste, quais denomiknadas de ¨trovoadas¨.

8-Na Amazônia, ¨clima equatorial predominante¨ o frio não é evidente, mas, as chuvas são mais fortes e frequentes, devido ao choque térmico ¨encontro de massas de ar com temperaturas diferentes¨, quando uma frente fria adentra pelo norte Argentino, de forma muito forte que chegam a atingir a região do Mato Grosso, Goias e Tocantins, encontram a zona de convergência, conhecida como Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) formadas pelo encontro dos ventos úmidos do hemisfério sul e do hemisfério norte pelo efeito rotacional terrestre ¨força de coriolis na alta atmosfera e ventos alíseo de nordeste e de sudeste¨, que atuam no Nordeste e Norte brasileiro durante o verão e outono causam chuvas intensas bloqueando o avanço da umidade para o lado ocidental da região Sul do Brasil, provocando estiagens.

 

O ECOSSISTEMA DURANTE O OUTONO:

 

  1. FLORA: As plantas especificamente as decíduas, entram em dormência, e suas folhas mudam a coloração gradativamente, os frutos atingem a maturação e caem dispersando consequentemente as sementes, encerrando o ciclo anual durante o inverno.

 

  1. FAUNA: Com a perda das folhas, dispersão dos frutos e sementes, muitas espécies animais frugívoros, formigas e roedores, passam a armazenar escondendo os frutos e sementes como estocagem de alimentos, preparando-se para enfrentar a estação sequente que é o inverno, e alguns animais perdem a noção do local de armazenamento desses frutos e sementes, devido às serrapilheiras ¨forrageiras¨, e não mais acham os frutos e sementes, e na sequência na nova estação inverno, as sementes secam dando condições da dormência, passam a germinar na parte final do próprio inverno e durante a primavera, gerando assim as novas plantas.

 

  1. MEIO AQUÁTICO E POTENCIAL DAS ÁGUAS: Com a diminuição gradativa das chuvas, as águas dos rios e lagos, passam a ficar mais cristalinas com a decantação das partículas em suspensão, e, consequentemente diminuindo a turbidez. O lençol freático ¨aquífero livre¨ perde o potencial, e começa a secar gradativamente o solo e subsolo, dando início à estiagem que é necessário para o controle do meio ambiente, nos termos da insolação, com índices de raios solares principalmente os raios ultra violeta, quais importante desinfetante das águas principalmente dos lagos naturais e dos reservatórios, e os raios Infra vermelho são importantes no residual de conservação de energia térmica da capa do solo orgânico e na síntese da radiação solar das plantas menores semidecíduas não decíduas componentes das ripárias e até das florestas úmidas das encostas.

 

  1. MATAS CILIARES ¨RIPÁRIAS¨: Com a perda das folhas, começam a se formar as serrapilheiras ou deposição dos restos vegetais sobre as superfícies dentro das florestas, reorganizando o ecossistema ripário, com reposição de nutrientes orgânicos no solo, principalmente do Nitrogênio. E nessa estação pricipalmente do meio do outono para diante, com a umidade decrescente, muitas sementes começam a maturar ¨dormência¨, entendendo até o início da Primavera, passando por todo o Inverno, e quando do inicio das primeiras chuvas dentro da Primavera, germinam e recondicionam o ecossistema, com uma nova planta em crescimento e .formação, por isso é que a estação do renascimento e recondicionamento ambiental é considerada a Primavera.

 

EFEMÉRIDES :

DATAS NO BRASIL

OUTONO INVERNO PRIMAVERA VERÃO
MÊS MARÇO JUNHO SETEMBRO DEZEMBRO
Dia/Hora/Minuto D/H/M D/H/M D/H/M
2004 20 03 49 20 21 57 22 13 30 22 09 42
2005 20 09 34 21 03 46 22 19 23 21 15 35
2006 20 15 26 21 09 26 23 01 03 21 21 22
2007 20 21 07 21 15 06 23 06 51 22 03 08
2008 20 02 48 20 20 59 22 12 44 21 09 04
2009 20 08 44 21 02 45 22 18 18 21 14 47
2010 20 14 32 21 08 28 23 00 09 21 20 38
2011 20 20 21 21 14 16 23 06 04 22 02 30
2012 20 02 14 20 20 09 22 11 49 21 08 11

Fonte: U.S. Naval Observator

Fontes de pesquisa e bibliografia

Uvo, C. R. B. e Nobre, C. A., 1989: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a precipitação no norte do Nordeste do Brasil. Parte I: A Posição da ZCIT no Atlântico Equatorial. Climanalise, Vol. 4, número 07, 34 – 40.
Uvo, C. R. B. e Nobre, C. A., 1989: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a precipitação no norte do Nordeste do Brasil. Parte II: A Influência dos Ventos e TSM do Atlântico Tropical. Climanalise, Vol. 4, número 10, 39 – 48. U

LUTGENS, F.K. e E.J. TARBUCK, The Atmosphere: an introduction to Metorology. Prentice Hall, 1989.
MORAN, J.M. e M.D. MORGANN, Meteorology: atmosphere and the science of weather. MacMillan, 1989.
WALLACE, J.M. e P.V. HOBBS, Atmospheric Science: an introductory survey. Academic Press, 1977.
LIOU, KUO-NAN, An Introduction to Atmospheric Radiation. Academic Press, 1980.

http://www.cptec.inpe.br/

Compratilhar...Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Both comments and pings are currently closed.

Comentários encerrados.