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Topografia com muito humor.

 

Meu Fuscão 1985!

TOPOGRAFIA DE CAMPO
Prof. Hiroshi;Júlio  e Pedro Henrique Mendes Fernandes
MUITA AVENTURA NO CAMPO COM O GREEN OLD BEETLE !
O meu FUSCÃO 1600 Ano 1985

 

Climatologia – Inverno 2012

INÍCIO  :  INÍCIO  :  DIA 20 DE JUNHO (QUARTA FEIRA)  ÀS 20:05h
TÉRMINO :   DIA 22 DE SETEMBRO (SÁBADO) ÀS 11:44h
DURAÇÃO:  93 dias e 16 horas.

Fonte http://www.cepagri.unicamp.br

Do latim: ¨tempus hibernus¨ – hibernação – Relaciona-se à época em que dentro do ciclo biológico, muitos animais se recolhem para se proteger do frio intenso, as espécies homeotérmicas como Esquilos, Morcegos, Ratos, e Ouriços são alguns que hibernam. Muitas espécies de aves migram para outras regiões mais quentes, como a andorinha. Insetos entram em diapausa (parada das atividades), e ficam no estado metabólico baixo, devido a escassez de alimentos e é peculiar das borboletas, besouros e mariposas. As formigas também diminuem as atividades e se agrupam nas câmaras no subsolo, consumindo o alimento armazenado durante o outono, como é o caso das Saúvas. Abelhas e vespas também hibernam pois não são tolerantes a muito frio, e também pelo fato da escassez de flores. Muitos batráquios e anfíbios também se hibernam ficando ocultos em tocas e buracos.
Os seres humanos não cessam suas atividades durante o inverno, devido à sua sabedoria e ciência, e também ao sistema econômico, visando o seu desenvolvimento, visando a preservação e conservação das atividades laborais, porém no inverno, sofrem também da influência na questão saúde. O frio influi no comportamento, hábito alimentar e vestuário e correm riscos de contraírem doenças típicas do inverno pela falta de umidade no ar, vivem em grupos (ambiente doméstico, escolas, cultos religiosos e festividades) e que na época do frio, não se expõe ao ar livre comumente das outras estações, expondo-se ao risco à saúde, como ondas de gripe e doenças infecto contagiosas transmissíveis pelo ar.
O Brasil, com dimensões continentais, abrangendo desde a parte acima do equador terrestre até a parte subtropical do capricórnio, com uma geografia e geomorfologia muito variada com planícies extensas, planaltos e regiões serranas, possui uma grande biodiversidade, e os brasileiros, vivem de acordo com seus costumes, tradições e adaptações, com explorações agrícolas e industriais diretamente relacionado às características climáticas.
Na atual conjuntura agrícola, com a ciência e tecnologia avançada, o nosso país produz commodities agrícola em grande escala, graças às descobertas científicas, com produção de variedades de plantas adaptadas ao clima regional, à ponto de não ser muito comum no mercado consumidor à varejo, vendas de frutas e produtos regionais como uvas, abacaxi, laranjas, melões, melancias, batatas, cereais e legumes que na década de 60, 70 e 80, era comum se falar em temporadas de alguns produtos agrícolas. O que ainda prevalece regionalmente é a pecuária, mas que aos poucos também está atingindo o mesmo nível das produções agrícolas de vegetais.
O PLANETA TERRA E SUAS EFEMÉRIDES CLIMÁTICAS: O planeta terra, descreve no espaço celestial um círculo completo durante um ano, com duração de 365 dias e 6 horas, onde essas 6 horas além dos 365 dias que é denominado como 1 ano civil, e são compensadas em mais 1 dia a cada quatro anos, conhecida como ano bissexto, cuja data de compensação é 29 de fevereiro e   influem nas datas dos equinócios e solstícios variando de ano para ano.
As estações climáticas denominadas também como efemérides das estações climáticas anuais, estão diretamente relacionadas a trajetória translacional da terra, e estão definidas e determinadas em latitudes específicas os quais são os trópicos, a latitude zero que é o equador e os círculos polares, são as máximas da amplitude de alcance da luz solar nas posições opostas, que no caso quando a projeção solar está definindo o início do inverno no hemisfério sul, as regiões localizadas além do círculo polar antártico, não recebem a luz do sol, iniciando-se assim os seis meses teóricos de escuridão, já no hemisfério norte ocorre o inverso, e sempre relacionadas em função da incidência solar à pino nas sucessões diárias, sendo assim entre os trópicos, haverá sempre uma latitude cuja projeção solar às 12 horas, será à pino, isto é, um objeto ou uma haste, neste exato momento cronológico, não projetará a sua sombra mas sim indicará exatamente a vertical, denominada como a vertical do lugar.
As latitudes correspondentes aos trópicos, tem como base a linha do equador terrestre, com latitude 0°, e os trópicos conhecido como câncer, encontra-se na latitude 23°26’22” N e o trópico de capricórnio na latitude  23°26’22” S. As latitudes correspondentes aos círculos polares, tem como base a linha do equador terrestre, consideradas como latitude 0°, onde círculo polar ártico, no hemisfério norte encontra-se na latitude de 66°33’39” N, e o círculo polar antártico na latitude  de 66° 32’30” S. Essas latitudes referem-se às noites absolutas (escuridão total) ou dias absolutos, ou seja dia sem noite  ou sol da meia noite.
SOLSTÍCIO: ( do latim solstitiu – sol parado ) : Corresponde ao máximo do deslocamento do Sol, considerando-se um ponto observador sobre a superfície terrestre, onde daí se inverte o sentido de deslocamento cronologicamente, assim sendo, imagina-se que o Sol precisa parar seu movimento para retornar para o sentido do equinócio. Mas se considerarmos o movimento de translação terrestre, trata-se da posição máxima espacial na trajetória celestial com projeção à pino sobre a latitude dos trópicos, e que cronologicamente, no avanço dos dias e horas durante um ano, representa o retorno da projeção no sentido ao equinócio que corresponde a linha ou latitude de 0° que é o equador terrestre.
LINHA DO SOLSTÍCIO NO BRASIL: O Trópico de Capricórnio no estado de São Paulo, passa pelas regiões de Ubatuba, Guarulhos, Sorocaba, Itaí, no estado do Paraná, nas regiões de Jundiaí do Sul, Maringá, Japurá, Rondon e Nova Olímpia, no estado de Mato Grosso do Sul, nas  regiões de Itaquiraí e Coronel Sapucaia.
Nessas regiões, nos dias de solstício de Verão, exatamente ao meio dia 12:00 horas, o sol estará à pino, e quando nos solstícios de Inverno, neste mesmo horário, uma haste na vertical, projetará a sua maior sombra.
Na engenharia de construções civis, arquitetura e agronomia, essas considerações são muito importantes nos fatores quanto ao índice de insolação, como por exemplo, insolação em dependências de ambientes públicos como hospitais e escolas, e no ambiente residencial, a posição das dependências principalmente os dormitórios, além dos intrínsecos anteriores, na questão de ambientes internos quanto à luminosidade dos jardins internos e externos.
Na engenharia agronômica é fundamental na questão da insolação e foto período para as culturas e exposição do solo, isto é, superfícies voltadas para o norte, recebem mais insolação o que influi na escolha e tipo de cultura, já as  voltadas para o sul, recebem menor insolação, e consequentemente com ambientes mais frios e úmidos, com maiores possibilidades de proliferação de pragas e diminuição na qualidade e oferta dos produtos para o mercado consumidor.
Para o leitor, é importante imaginar que quando se tratam de solstícios, ocorrem paridades ambientais isto é, quando é indicado o dia de solstício de verão no hemisfério Norte, é o solstício de inverno no hemisfério Sul, e é o dia de menor período solar (dia com menos horas de exposição à luz solar e noite mais longa o que dá início ao inverno) já no hemisfério Norte é o início do verão.
CONDIÇÕES TERMAIS: Durante os períodos de avanço aos solstícios, no hemisfério sul, as temperaturas começam gradativamente a diminuir devido a insolação, isto é, quanto menos insolação menor é o aquecimento atmosférico e da superfície, portanto com instabilidades e associações aos regimes de circulação atmosférica em forma de ventos e correntes e quantidade de vapor, onde   o fator água no solo, evaporação e a evapo-transpiração do reino vegetal, influem diretamente no regime de chuvas, mas pela ação e efeitos das massas de ar, associadas às células de Hadley diretamente relacionadas ao movimento de rotação terrestre ¨força de coriólis¨, geram  e ciclones e tempestades em vastas regiões, que são conhecidas como frentes atmosféricas, onde na vanguarda (aproximação), há uma predominância de ar quente e com regime de ventos superficiais direcionadas opostamente à entrada, e geram tempestades com ventos anormais ciclônicos devido ao choque térmico causando chuvas frontais com chuvas contínuas, já no domínio da frente fria ocorrem quedas na temperatura com predomínio de nebulosidade até atingir a situação de retaguarda da frente fria, que é a dissipação da massa de ar em forma de frente fria, onde começa a recuperação ou aumento termal, até a ocorrência de nova vanguarda.
Após a entrada do inverno, no hemisfério sul, as condições climáticas tendem a estabilidade, com escassez de chuvas com tendências à estiagens prolongadas, baixa umidade atmosférica, com muitos particulados na atmosfera devido às queimadas urbanas e atividades industriais que ainda emanam gases na atmosfera, mostrando na paisagem muitas fumaças e névoas secas.
A direção predominante dos ventos superficiais são do quadrante Sul e Sudeste, com predomínio do frio, e são denominadas ventos de Agosto, mas essa condição tem varado muito de ano para ano, e em ano como 2012, a tendência é de ocorrência de algumas friagens com predominância de poucos dias ou sejam duração de três a quatro dias.
CONCLUSÃO: Muito se fala sobre o Inverno e Verão, que são as estações climáticas naturais extremas, mas é importante lembrar das estações transitórias. Outono e Primavera, são as que prenunciam as tendências das extremas. Assim, evolui o nosso planeta TERRA, com vários e vários ciclos anuais e ciclos geológicos.
Artigo discorrido pelo autor, aplicando as observações ao longo de sua vida, em grande parte como Agricultor, profissional da Engenharia Civil, Agrimensura, Hidrologia, Geologia, Segurança do Trabalho e principalmente no Ensino Superior.

OBS: O ANO DE 2012 ESTÁ COM TENDÊNCIA DE CHUVAS DISTRIBUIDAS.