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NEVOEIRO e NEBLINA

Muitas pessoas interpretam ou se confundem nas expressões sobre o tema neblina e nevoeiro, assim sendo, este material tem objetivo de simplificar o entendimento e saber classificar ou diferenciar.

Nevoeiro é uma densa cortina de gotículas que impedem a visibilidade em menos de 1000 metros de alcance.

Neblina, já é mais além de 1000 metros e é de situação da dissipação do nevoeiro, e é um fenômeno que requer muita atenção e observação na aeronáutica.

Portanto, esse material serve para melhor identificar e o tema central é NEVOEIRO  e suas características físicas atmosféricas:

 

O QUE É ¨NEVOEIRO¨

            É uma nuvem com a base junto à superfície do solo, e ocorre quando o ar atmosférico se satura e resfria pela atividade radiativa, advectiva  por adição de água em forma de vapor ou também por expansão adiabática.

RESFRIAMENTO POR RADIAÇÃO:

Ocorre quando a superfície do solo absorveu o calor (irradiação solar) durante o dia e com grande potencial de RADIAÇÃO,  perde rapidamente o calor para o ar atmosférico durante a noite, e isso ocorre em condições de céu limpo (sem nuves), e com ventos fracos,  e ainda com solo úmido e consequentemente com umidade relativa do ar atmosférico alta e quando assim, se ocorrer resfriamento da massa de ar próximo à temperatura do ponto de orvalho forma uma densa cortina de gotículas suspensas.

NEVOEIRO  RASO : Se o ar está calmo praticamente sem vento ou abaixo de 1 m/seg, e de forma descontínua, forma-se em camadas de menos de um metro, mas para um nevoeiro se formar espessura maior, requer um maior potencial de mistura e de arraste,ou seja com ventos mais fortes, e que passa a transferir calor para a superfície fria, fazendo com que uma camada maior se resfrie até abaixo do ponto de orvalho que é a temperatura que o vapor necessita para se condensar (mudar de estado gasoso para o estado líquido) elevando a massa de  nevoeiro para cima  entre 10 a 30 metros de altura.

NEVOEIRO DE SUPERFÍCIE: Forma-se a partir de uma inversão térmica de superfície causada pelo resfriamento radiativo que ocorre durante uma noite. Um simples resfriamento não é suficiente para formar nevoeiro, e quando em noites com ventos muito calmos, há muita chance de isso ocorrer. Assim, quanto mais forte for o vento, menor é a chance de uma inversão térmica de superfície ocorrer, devido a turbulência associada ao campo de vento, que irá transferir o calor para baixo. Quando há nebulosidade, a parte da radiação da superfície do solo e é absorvida pelas nuvens e refletida de volta sendo reabsorvida pela superfície, impedindo assim a formação de nevoeirose consequentemente uma temperatura mais confortável. Assim em noite calma e de céu aberto permite que a radiação emitida pela superfície dissipe pela atmosfera acima, dando condições  para resfriamento do ar envolto à superfície, formando o nevoeiro superficial que são rasos e desaparecem rapidamente pela ação da radiação  luz do sol nos primeiros momentos do nascer de um novo dia.

NEVOEIRO DE ALTA INVERSÃO: Fenômeno típico da estação do inverno, trata-se de  nevoeiro do tipo radiativo, e que ocorre sobre as  superfícies continentais, e se forma pela perda radiativa de calor por vários e vários dias e  de forma contínua o que é característica das regiões extra-tropicais durante o inverno.

NEVOEIRO DE ADVECTIVO : É o fenômeno atmosférico que ocorre quando uma massa de ar quente e úmido passa sobre uma superfície fria, e por contato e  mistura com o ar frio perde o calor, e se satura e para essa formação o ar atmosférico tem que entrar em turbulência o que  facilita o resfriamento de uma camada mais espessa, e que eleva o nevoeiro para alturas.

 

Fonte de pesquisa: METEOROLOGIA BÁSICA E SUAS APLICAÇÕES – VIANELLO, Rubens Leite &  ALVES, Adil Rainier – Edit. U.F.Viçosa – MG

 

Limeira tem sistema avançado de coleta de dados meteorológicos

Quer saber qual foi a tempertatura registrada em Limeira nos últimos 10 minutos? É só acessar http://www.ft.unicamp.br/dadosmeteorologicos que, além da máxima e mínima, a velocidade e direção do vento, umidade do ar e quantidade de chuva (índice pluviométrico) também são informados em gráficos. As informações são possíveis graças à instalação da estação meteorológica automática Davis, sistema profissional de medição implantado na Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp) em 15 de dezembro. O aparelho teve investimento de U$$ 5 mil pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), e processa diversos dados a cada 10 minutos, repassados da estação a um servidor da instituição. E, de lá, para o site, após triagem de dados, tudo em tempo real. Antes, a coleta era feita manualmente em estações mais simples, na própria faculdade.
A aparelhagem era um sonho do professor de Hidrologia, Hiroshi Paulo Yoshizane, que há quatro anos pleiteia o equipamento. “Foi comprado para o projeto de mestrado e doutorado do pesquisador Gustavo Coral, do Cepagri, e cedido a nós após a conclusão”, explicou Hiroshi, justificando o interesse do registro desses dados no município.

 

Fonte: Daíza Lacerda – http://www.gazetainfo.com.br/site/index.php?r=noticias&id=8107

 

Outono de 2012

O  OUTONO   NO  BRASIL:

EFEMÉRIDES DO OUTONO  2012:

INÍCIO  :  DIA 20 DE MARÇO

TÉRMINO :  DIA 20 DE JUNHO 

ALGUMAS  CARACTERÍSTICAS  CLIMÁTICAS  DO  OUTONO:

            -TÓPICO REFERENTE AO MEIO AMBIENTE:

1-É conhecido como a meia estação ( estação de transição do quente para o frio).

2-As horas de permanência da luz solar ( foto período ) começa a diminuir gradativamente.

3-Começa-se a sentir durante à noite da  necessidade de um cobertor para dormir, e ao amanhecer e entardecer, precisamos vestir uma blusa, compondo a segunda camada de proteção.

4-Começa-se  perceber que as chuvas não são tão frequentes, queda no índice da umidade relativa do ar, e  a cada chuvarada que acontece, logo em seguida cai a temperatura, e as chuvas são mais demoradas e com raios trovoadas e ventanias que podem ser em forma de tornados (tem ocorrido principalmente no mês de maio no estado de São Paulo.

5-Na região Sul do Brasil, as entradas de massas de ar polar que geram as frentes frias mais frequentes causando ciclones na costa atlântica, tornados no interior e algumas geadas na região serrana Gaúcha e Catarinense.

6-Na região Sudeste e Centro este do Brasil, essas frentes frias influenciam a atmosfera, e cada vez mais as temperaturas mínimas e máximas e  chuvas diminuem.

7-No Nordeste brasileiro, ocorrem chuvas principalmente durante à tarde na região costeira, com raios e ventanias, e essas chuvas chegam a atingir algumas partes do agreste, que são ditas pelos nordestinos como ¨trovoadas¨.

8-Na Amazônia, o frio não são evidentes, mas, as chuvas são mais fortes e frequentes, devido ao choque térmico, quando a frente fria que entram pela Argentina, são muito forte e atingem até a região do Mato Grosso e Tocantins, encontrando a zona de convergência, conhecida como Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que se forma pelo encontro dos ventos úmidos do hemisfério sul e do hemisfério norte que atua  no Nordeste e Norte brasileiro durante o verão e  outono causando chuvas intensas bloqueando o avanço da umidade para o lado ocidental da região Sul do Brasil, causando estiagem.

9-O ecossistema no outono:

a)      FLORA: As plantas especificamente as decíduas, começam a entrar em dormência, com as folhas mudando de cor gradativamente, caindo e dispersando as sementes e frutos, cujo ciclo natural se encerra no Inverno.

b)      FAUNA: Com a queda e dispersão das folhas, frutos e sementes, muitas espécies animais como, formigas, roedores e outros bichos passam a armazenar e esconder as sementes e frutos como estocagem de alimentos, preparando-se para enfrentar a estação sequente que é o inverno, e alguns animais se perdem e não mais acham as sementes escondidas, e na sequência com a nova estação primavera, as sementes germinam e geram novas plantas.

c)      MEIO AQUÁTICO E POTENCIAL DAS ÁGUAS: Com a diminuição gradativa das chuvas, as águas dos rios e lagos, começam a ficar mais cristalinas com a decantação das partículas em suspensão, e consequentemente diminuindo a turbidez. O lençol freático (aquífero livre) perde o potencial, e começa a secar gradativamente o solo e subsolo, dando início à estiagem que é necessário para o controle do meio ambiente, nos termos da insolação, com índices de raios solares principalmente os raios Ultra violeta, que são importantes desinfetantes das águas principalmente dos lagos naturais e reservatórios, e os raios Infra vermelho são importantes no residual de conservação de energia térmica da capa do solo orgânico e na síntese da radiação solar das plantas menores e não decíduas componentes das ripárias e mesmo até das florestas úmidas das encostas.

d)      MATAS CILIARES (RIPÁRIAS): Com a perda das folhas, começam a se formar as serrapilheiras ou deposição dos restos vegetais sobre as superfícies dentro das florestas, reorganizando o ecossistema ripário, reposição de nutrientes orgânicos no solo, principalmente o Nitrogênio. E nessa época, com a umidade decrescente, muitas sementes começam a maturar (dormência), que se entende até o início da Primavera, passando por todo Inverno, e quando se inicias as primeiras chuvas dentro da Primavera, germinam e recondicionam o ecossistema, com uma nova planta em crescimento e .formação, por isso é que a estação do renascimento e recondicionamento ambiental é considerada a Primavera.

Na imagem abaixo percebe-se a posição do SOL exatamente sobre a linha do equador terrestre e  a PENUMBRA mostra uma vertical, mostrando o dia igual a noite.

Fontes de pesquisa e bibliografia

Uvo, C. R. B. e Nobre, C. A., 1989: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a precipitação no norte do Nordeste do Brasil. Parte I: A Posição da ZCIT no Atlântico Equatorial. Climanalise, Vol. 4, número 07, 34 – 40.
Uvo, C. R. B. e Nobre, C. A., 1989: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a precipitação no norte do Nordeste do Brasil. Parte II: A Influência dos Ventos e TSM do Atlântico Tropical. Climanalise, Vol. 4, número 10, 39 – 48. UNIVER

LUTGENS, F.K. e E.J. TARBUCK, The Atmosphere: an introduction to Metorology. Prentice Hall, 1989.
MORAN, J.M. e M.D. MORGANN, Meteorology: atmosphere and the science of weather. MacMillan, 1989.
WALLACE, J.M. e P.V. HOBBS, Atmospheric Science: an introductory survey. Academic Press, 1977.
LIOU, KUO-NAN, An Introduction to Atmospheric Radiation. Academic Press, 1980.

http://www.cptec.inpe.br/

Feliz Natal e Feliz Ano Novo

NATAL !

A data mais consagrada mundialmente, com sensação de PAZ e HARMONIA e
FRATERNIDADE, e com a evidente  sensação de MISSÃO CUMPRIDA!

2011 Um belo ano que está terminando;

Um ano de muitas conquistas realizadas graças ao ímpeto de força de vontade e compartilhamento com os verdadeiros AMIGOS !

Um ano de muito avanço intelectual e dedicação pública, referenciando-se aos objetivos do crescimento HUMANO !

Um ano que nós planejamos e buscamos o bem estar de forma geral !

2012 ¨SERÁ E TERÁ UMA CONSEQUÊNCIA DO ANO QUE ESTÁ FINDANDO¨

2012 SERÁ UM BELO ANO TAMBÉM DESDE QUE COMPARTILHADO COM OS VERDADEIROS AMIGOS !